segunda-feira, 9 de abril de 2018

Mais uma bonita opinião, da escritora Letícia Brito

http://leticiabritoescritora.blogspot.pt/2018/04/dei-o-teu-nome-as-estrelas-de-rui.html

«Se há livros que me encantam magistralmente são os romances, sem dúvida alguma, embora leia de tudo um pouco e os thrillers psicológicos tenham grande destaque nas minhas estantes. O romance continua a ser O Género, se me faço entender!

Quando peguei neste livro, o meu encanto prendeu-se na capa - bastante simples e simultaneamente apelativa - e no título - este último sugeria que o romance seria dentro de um registo «light» mas conhecendo a escrita do autor Rui Conceição Silva, escorreita e um tanto poética, logo me surpreendi com a profundidade desta obra.

Nas primeiras páginas, o autor dá-nos a conhecer as terras de Portugal, dá-nos um maravilhoso retrato do século XIX, das gentes, dos costumes... O que torna a leitura bastante interessante pelo conhecimento que nos transmite.

Mais adiante, a história ganha outra intensidade, ora, Joaquim é o mestre-escola da terra, solitário e maravilhado pelos livros. É um verdadeiro mestre das palavras, e isso é notório nos próprios diálogos que tem no decorrer da narrativa - uma narrativa, por sinal, bem estruturada e bem cuidada.

Joaquim apaixona-se por Olinda, no entanto, num Portugal retrógrado nem todos os amores se concretizavam com a facilidade dos dias atuais...

Uma mensagem bonita sobre os caminhos do amor, uma história doce e profunda que vale a pena ser lida por todos!»

Outra linda opinião, num blogue de referência


«Confesso que esperava um romance "light" quando abri este livro. Talvez pelo título e/ou pela capa. Nas primeiras folhas nāo tive disso a confirmaçāo mas também nāo me empolguei totalmente. Algumas descriçōes, que achei belas, um subtil enquadramento à época (1883, Figueiró dos Vinhos) que achei perfeito. Mas, a história nas primeiras páginas nāo "avançava" grandemente, pareceu-me. No entanto, a escrita límpida, escorreita e cuidada, fez-me continuar com agrado. Como referi, o ambiente foi cuidadosamente estudado e bem descrito, fazendo-me anotar alguns sítios deste Portugal, que às vezes desconhecemos, para visitar em dias de mais calor (Foz de Alge, por ex.). Ao fim de umas poucas dezenas de páginas, a situaçāo alterou-se e a história prendeu-me. Joaquim Matheus é um jovem pobre que, com a ajuda do padrinho, conseguiu fazer com que as palavras escritas, a sua grande paixāo, definissem o seu modo de vida: era o mestre-escola da terra onde tinha nascido. Mas foi sempre um rapaz solitário, sem grandes amigos, metido com os livros e pouco mais. A situaçāo muda um pouco quando conhece dois jovens pintores (José Malhoa e Manuel Henrique Pinto) que tinham ido passar férias e conhecer Figueiró. Juntam-se, assim, alguns amigos que, explorando os sítios idílicos dos arredores, fazem caminhadas e passeios. Pintores, poetas, amantes de livros, inventores de palavras.
Joaquim apaixona-se por Olinda. Mas o leitor nāo se pode esquecer que a história se passa no século XIX. Outros hábitos e costumes fazem parte de um Portugal rural e retrógado que impediu muitos amores...
Gostei de tudo nesta obra. Se passarem pelo meu instagram (aqui) podem ler um pequeno trecho que lá coloquei e bateu fundo cá dentro. Sāo as palavras do autor sobre o que eu tinha pensado já. Muito bom. Recomendo!

Terminado em 24 de Março de 2018
Estrelas: 5* »

Uma linda opinião, num blogue de referência


«Antes de escrever seja o que for, tenho de agradecer ao autor pela homenagem prestada às terras que tão bem descreve e aos pintores que me levou a conhecer tão pormenorizadamente. Isto para além de nos ter brindado com uma história de amor lindíssima, daquelas que nos trazem as lágrimas aos olhos e nos amolecem o coração. Obrigada, Rui.

Após ter ficado encantada com o livro "Quando o Sol Brilha", voltei a encantar-me com este "Dei o teu nome às estrelas". Dei por mim a passear por terras que descobri há uns anos e que em 2017 foram devastadas pelos incêndios. Figueiró dos Vinhos, Pedrogão Grande, Ribeira de Age, Fragas de São Simão, e por aí fora... Vilas, aldeias e lugares portugueses que pertencem a um mundo à parte, longe do rebuliço dos turistas e do litoral, representam o que Portugal ainda conserva de mais puro e genuíno..

E foi exatamente a pureza das terras e das gentes que conquistou igualmente os pintores José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, adeptos do Naturalismo, ou seja, um movimento na Literatura e nas Artes Plásticas, que se traduz num radicalismo do Realismo, em que se dá mais importância à representação fiel da natureza em detrimento da imaginação ou criatividade.
(Não sou grande especialista em Arte, pelo que espero ter conseguido passar a ideia corretamente. Que me corrijam os entendidos no assunto, caso esteja para aqui a escrever disparates.)

Bem, para quem quer saber do livro em si, desenganem-se se pensam que tudo o que vos falei acima, contribui para o tornar maçudo ou desinteressante. Muito pelo contrário!É absolutamente maravilhoso, cativante e interessantíssimo. E a forma como o autor entrelaçou a vida de pessoas que foram reais com personagens ficcionadas, é fabulosa! Para além do mais, esta história está maravilhosamente bem escrita, com a fluidez característica do autor, sendo que os meus post-its levaram um grande sumiço graças a este livro. Podem ver o resultado: uma lombada colorida a anunciar as pérolas escritas por Rui Conceição Silva.

Resumindo, convido-vos a ler este livro de coração aberto, e a apaixonarem-se pela região retratada e pela escrita deste autor tão português.»

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dei o Teu Nome às Estrelas


Chega às livrarias, no dia 17 de Janeiro, o meu novo livro ‘Dei o teu nome às estrelas’, com chancela Marcador.

Sinopse:

«Em 1883, numa terra como tantas outras, perdida na imensidão das serras e longe dos olhares do mundo, vivia Joaquim, professor e narrador desta história, um homem sem alento, esperando por tempos que não vinham.

Contudo, nesse ano, chegam à terra duas pessoas que irão mudar a sua vida para sempre: José Malhoa e Manuel Henrique Pinto, semeadores de maravilhas. É com eles, e com outros caminhantes, que Joaquim encontrará o lado bonito da sua terra, qual paraíso escondido entre montanhas.

Um dia, ele escuta a voz de Olinda, a mulher que lhe seduz os silêncios e os sonhos, e fica preso a esse amor, o único que guardará eternamente.»




sexta-feira, 26 de maio de 2017

Uma bonita opinião

A simpática Manuela Gonçalves Pereira escreveu, sobre “Quando o Sol Brilha”:

«Não há como descrever este livro. É daqueles que toca [n]o leitor de formas diferentes e conta tantas histórias quantas as que existem em quem o lê.

Obrigada, Rui Conceição Silva, por tudo o que o livro conta, mas, sobretudo, sobre o que diz sobre mim. Pois considero-me também uma personagem deste livro.

E a história não acaba aqui… Este livro prolongou a sua história e, até [e para] chegar às minhas mãos, nem imagina o que tem para contar, numa espécie de teoria da conspiração (como assim gosto de chamar para dar mais poesia à história) que envolveu 2 amigas (eu e a S.) num conjunto de peripécias que mais pareciam um filme de ficção. Mas, eis que tenho o livro, que veio para ficar, e será lido várias vezes, pois mais parece uma obra em constante transformação, assim como cada leitor que a absorve.

Não dá para o descrever senão lendo…

Obrigada!»

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Uma linda opinião

 A simpática Etelvina Ramos escreveu esta maravilhosa opinião, tão completa e tão bela:


«Rui, ler o teu livro QUANDO O SOL BRILHA é ter uma viagem ao mundo da dor profunda, para depois ter um terminus num apeadeiro cheio de esperança. Escreves duma maneira magistral. Utilizas as palavras dum modo mágico, porque nos arrebanha para dentro da história. Não consegui, como costumo fazer, ter lido de enfiada. Tive que interromper, pelo menos, quatro vezes para fazer uma espécie de luto. Senti tristeza imensa. Depois recomeçava. Mas, desde o início, apaixonada pelo Jardins e pelo seu gato Puças. O homem pela sua capacidade e modo de amar. Que depois da perda da sua amada entra num mundo, onde por vezes, vou com as minhas personagens. Talvez, todos os escritores. Um sítio onde não há amarras, maldade, dor ou escuridão; um sítio onde o amor continua a trilhar caminho, aumentando em intensidade em vez de estagnar, pois o encontro - o segundo! - está para breve. O Puças, por gostar de gatos e por saber que são mágicos. São os únicos que conseguem entrar nos sonhos dos humanos. Digo-o por experiência própria. Que melhor companheiro para a personagem Felismino se não um gato especial?! Se fosse um cão estaria errado. Só um bom escritor adivinha estas coisas. Em relação ao Edmundo, que deve tocar no coração de muitas mulheres leitoras, teve em mim o efeito de me levar até ti. Vi-te nele. Tive um flash, quando ele fala dos livros do Tarzan e do Sandokan, e vi o teu rosto menino, outro que não sei quem é, o Fernando Batista e também o Carlos Jorge, a entrarem na biblioteca. Eu trabalhava no Turismo, ao lado, e substituía sempre o Gustavo, nas suas baixas médicas, que foram inúmeras. Será que te lembras? Não interessa isto. Apenas, que estava ali o pequeno Edmundo. Revi-te várias vezes, durante a leitura. Como mulher casada, não posso "perdoar" o relacionamento da personagem com a Margarida, apesar de compreender que foi uma luz que ajudou no caminho duro da escuridão e lhe tornou mais doce a jornada. Porque não foi a mulher?! Mas o escritor é quem dita as regras. Não pude deixar de sofrer por ela, também. Ou seja, trilhei com aquelas personagens um percurso de dor. Ainda bem que tudo se compõe e que o final é bom e algo inesperado. Resumindo: gostei muito. Foi um dos, poucos livros, que me afectaram. Sendo uma narrativa escrita de modo tão magnífico, não posso deixar de te admirar e aguardar, ansiosamente, o próximo livro. Sendo, portanto, um livro que recomendo a leitura. Tudo que demonstra o bom que é, está expresso nestes pequenos excertos de QUANDO O SOL BRILHA, que ficaram marcados em mim: «Que a vida já não é uma longa estrada sem fim, mas antes um pequeno caminho num simples vale, entre contrafortes de grandes montanhas. Que tem de existir amor, uma qualquer forma de amor, um pretexto de alma que nos impulsione a partilhar.» «(...) que a luz da manhã é melhor do que qualquer sonho que a noite possa ter oferecido.» «(...) acordar, mesmo que ferido, é melhor do que morrer sem cicatrizes». Sublime! És um escritor que encontrou a sua alma. Rui, é um privilégio conhecer-te! Da tua leitora e fã, um abraço com carinho.»